O U2 não é nenhum estranho em cenografias extravagantes durante as três últimas décadas. Enquanto a banda é mais conhecida pelos seus hits dos anos 80 - gerados principalmente a partir do clássico álbum "The Joshua Tree", de 1987 - as cenografias pródigas do U2 não começaram até o lançamento do "Achtung Baby", em 1991. A Tour "Zoo TV", que seguiu ao lançamento deste álbum, foi a primeira da banda com telas enormes e que foi considerada uma "sobrecarga sensorial". As telas mostraram uma intencional mistura de fotografias, com vídeos pré-gravados e ao vivo, enquanto Trabants reformados [modelo de automóvel] eram uma parte do sistema de iluminação. Desde então, a evolução da experiência do U2 em shows continuou a colocar a banda em uma história tocada durante todo o show.
Mesmo com a expansão do show e do valor da produção, é a música que sempre traz os fãs de volta aos shows. O Editor Chefe e Fundador do U2TOURFANS.com, Andres Gonzalez, é um desses fãs, que pondera que "as jovens bandas de rock devem tomar conhecimento. O som original do U2 construiu uma carreira longa e de sucesso que inclui shows esgotados no Madison Square Garden". O U2 ainda tem seis shows restantes no Madison Square Garden [matéria veiculada em 21/07], o último dos quais será sexta-feira, 31 de julho.
A mistura entre show e som deu uma experiência de shows ao U2 desde a sua simples atmosfera dos anos 80 até a produção maciça que é hoje. A "PopMart" Tour, de 1997, teve uma tela de LED de 150 por 50 polegadas - a maior de seu tempo - junto com um arco alto de 100 pés [aproximadamente 30 metros] e um mirrorball de 35 pés de altura [aproximadamente 10 metros] que transportava a banda entre os palcos principais e secundários. O U2 continuou a trabalhar em seus projetos de palco originais com cada tour e não houve escassez de inovação desde então. Essa originalidade tem mantido continuamente elevada a demanda por ingressos, especialmente os ingressos do U2 no mercado paralelo.
A mais recente tour do U2, a 360º, teve um palco gigante de 360 graus colocado no centro de estádios e sob uma estrutura de aço, conhecida como "The Claw", que tinha 167 pés de altura [cerca de 50 metros] e foi responsável por efeitos de iluminação e por uma tela de vídeo cilíndrica que foi capaz de se mover para cima e para baixo acima palco. A turnê foi um sucesso financeiro enorme, abrangendo sete legs e 110 shows de junho de 2009 a julho de 2011 e gerando mais de $736.000.000 de dólares, a maior bilheteria de turnês de todos os tempos.
A escala não é nem de longe tão grande para a iNNOCENCE + eXPERIENCE Tour, que envolve a leg norte-americana até o final deste mês. A banda tem apenas 70 shows agendados em duas legs e inclui apenas 10 cidades norte-americanas - mas isso não significa que o valor da produção será menos sofisticado. Talvez até mais.
Mesmo que a turnê esteja atingindo um seleto número de cidades, cada parada tem vários shows. A maior destas paradas será a final da leg da América do Norte, que se estende entre 18 e 31 de julho. Essa estadia prolongada, em um total de oito shows no Madison Square Garden, tem permitido a expansão de um projeto que não teria uma produção viável com apenas um show por local. A palco cobre quase o comprimento do piso da arena com duas extremidades, uma que retangular iluminada como um "i" e um círculo na outra extremidade que se acende como um "e".

Entre os dois palcos há uma passagem que é rodeada por duas telas de LED de 96 por 22,5 polegadas em cada lado. Enquanto as telas reproduzem o vídeo, elas também podem ser vistas em seu interior e permitem à banda tocar na passagem entre as placas de vídeo. Bono e companhia ainda estão tocando sua lista exaustiva de hits que datam de 1980, como "I Will Follow", mas eles também estão inovando a experiência em arenas para atender um público que está crescendo cada vez mais acostumado a viver em e através de telas.
Fonte: Forbes






